Introdução
A NIG tem muito orgulho em apresentar o LS1 – PathFinder,
uma solução sofisticada e criativa no controle de linhas
de pedais. No PathFinder, tecnologia e simplicidade se
encontram, sendo um pedal com muitos recursos e ao
mesmo tempo fácil de usar. No entanto, vários “macetes”
úteis não são óbvios, por isso recomendamos atenção
especial a este manual.
Com o PathFinder, a NIG oferece uma solução poderosa
e compacta para trazer a versatilidade operacional das
pedaleiras digitais para o mundo dos pedais tradicionais,
sem abrir mão da qualidade consagrada destes últimos.
Para montar um set-up de vários efeitos pode-se ligar
alguns pedais tradicionais em série ou usar uma única
pedaleira digital, onde os diversos efeitos são sintetizados
com técnicas de processamento de sinais.
Músicos avançados costumam conhecer muito bem cada
efeito, e ter os seus preferidos devidamente selecionados
entre os milhares de pedais tradicionais disponíveis.
Portanto, para que o setup tenha máxima personalidade,
profissionais preferem montá-lo da primeira forma, ou
seja, tendo diversos pedais individuais cuidadosamente
escolhidos e ajustados. Dificilmente uma pedaleira digital
ofereceria uma solução melhor em termos de qualidade.
No entanto, ao usar vários pedais no lugar de uma
pedaleira digital perde-se em versatilidade: para trocar
efeitos é preciso desligar um pedal e depois ligar o
outro, causando um atraso inevitável. Quando deseja-se
trocar vários efeitos ao mesmo tempo (exemplo: desligar
overdrive com delay e ligar chorus com reverb), a
situação se complica ainda mais. Numa pedaleira digital
bastaria fazer dois programas e trocar de um para o outro
instantaneamente.
O PathFinder permite que o músico distribua seus pedais
tradicionais em até quatro linhas, e controle quais delas
devem atuar num dado momento. As combinações
dessas linhas são armazenadas nos 9 bancos disponíveis,
equivalendo à programas numa pedaleira digital. Com o
PathFinder o usuário pode criar e alternar programas
facilmente, porém cada efeito vem de um pedal
tradicional. Une-se portanto o melhor dos dois mundos: a
versatilidade do digital com a personalidade e qualidade
do tradicional.
Note que o PathFinder tem um controlador digital que
funciona como seu “cérebro”. No entanto, isso não
tem nada a ver com o sinal. O controlador apenas
comanda chaveamentos internos. Do ponto de vista do
sinal, o PathFinder é 100% analógico, não havendo
conversões, efeitos de amostragem, etc.
Agora vamos a algumas definições e exemplos:
Linhas A, B, C e D
Cada linha representa um caminho por onde o sinal vai
ou não passar, conforme a programação do PathFinder.
Pode-se colocar desde um único efeito em cada linha até
um número arbitrário, como o usuário desejar.
Saídas e retornos das linhas
O sinal da linha A, por exemplo, sai pelo jack denominado
S.A (“saída para A”), passa pelos efeitos dessa linha e
retorna ao PathFinder pelo jack R.A (“retorno de A”).
Analogamente para as linhas B, C e D, sendo portanto 8
jacks (4 saídas e 4 retornos).
Bancos de programas e Leds A, B, C e D
O PathFinder possui 9 bancos. O display indica o número
do banco atualmente selecionado. Os leds representam
a programação desse banco, mostrando quais linhas
devem atuar quando o pedal estiver “ligado”.
Pedal “ligado” e “desligado”
“Pedal ligado” quer dizer que o led “on” está aceso, e o
sinal passará pelas linhas que tiverem seus respectivos
leds acesos. “Pedal desligado” quer dizer que o led “on”
está apagado, e o sinal passará da entrada para a saída
ignorando todas as linhas.
Dois modos de operação
Por conveniência, o PathFinder oferece dois modos
de navegar pelos programas. Para alternar entre esse
modos, basta pressionar o botão “U/D”.
Modo “normal”
Nesse modo o pedal da direita (P2) trabalha como “on/
off” (liga/desliga as linhas, conforme definição acima). Já
o pedal da esquerda (P1) opera como “next”, ou seja, ao
ser pressionado pula para o próximo programa.
Modo “up/down” (para cima e para baixo)
Este modo é indicado pelo led “U/D” (amarelo) aceso. O
pedal da esquerda (P1) assume a função “down” (desce
para o programa anterior) e o pedal da direita (P2) assume
a função “up” (sobe para o próximo programa).
Para ligar ou desligar as linhas no modo up/down deve-se
pressionar P1 e P2 juntos. Apesar disso não parecer fácil
ou cômodo a primeira vista, a NIG adotou uma abordagem
interessante para processar o acionamento dos pedais,
e o músico notará que o PathFinder é pouco sensível a
erros do tipo “mudar de programa quando desejava ligar
ou desligar”, além de ter uma resposta muito rápida e
segura às pisadas em geral.
Usando pela primeira vez
Ao ligar o PathFinder pela primeira vez, ele terá as
seguintes configurações de fábrica:
- modo normal
- apenas 4 programas habilitados (veremos adiante
como habilitar até 9 programas)
- os programas são os seguintes:• O pedal da direita (P2) faz o registro final dos dados na
memória e sai do modo de programação. Só precisa
ser acionado depois que todos os programas estiverem
feitos.
Passo 2: criando nosso programa
• Se não o fez ainda, pressione PROG para entrar no
modo de programação.
• Pressione “next” até estar no banco desejado (número 3).
• Desejamos ter overdrive + delay, ou seja, linhas A e
D ativas. Pressione os botões B1 a B4 de modo ficar
apenas com os leds A e D acesos.
• O programa do banco 3 está pronto! Note que não é
preciso salvá-lo: basta pressionar “next”, e vamos criar
o próximo programa (4).
• Com o display mostrando 4, pressione os botões B1 a
B4 de modo ter as linhas C e D ativas. Também está
pronto! Você pode sair do modo de programação ou
criar outros programas da mesma maneira.
• Pressione o pedal da direita (P2) para sair do modo de
programação.
Dicas de uso
1. Além da programação dos 9 bancos, o PathFinder
guarda detalhes como último modo usado (normal ou
up/down) e o máximo número de bancos. Assim, você
não tem que refazer essas configurações toda vez que
usar o pedal.
2. Use o modo normal quando estiver trabalhando com
poucos bancos. Use o modo up/down para trabalhar
com vários.
3. Não se esqueça que pode ir do primeiro programa para
o último e vice-versa numa só pisada, “descendo” ou
“subindo”, respectivamente.
4. Crie um programa nulo, ou seja, um banco onde todas
as linhas ficam desligadas. Isso tem o mesmo efeito
do bypass (“pedal off”), e é muito conveniente se
você não quiser pisar dois pedais ao mesmo tempo no
modo up/down.
5. Deixe o pedal ligado (“on”) antes de entrar no modo
de programação. Além de permitir ouvir os resultados
conforme se faz o programa, isso pode ser útil para
identificar problemas em alguma linha.
6. Alguns pedais, quando ligados em série, prejudicam a
qualidade do som. Procure isolar pedais que tenham
esse problema em linhas menos usadas. O sinal
desviará deles, e a interferência estará resolvida.
Em algumas situações, a interferência vem pela
rede elétrica e, nesse caso, o PathFinder não poderá
ajudar.
7. No nosso exemplo o instrumento foi ligado diretamente
à entrada, e o amplificador foi ligado à saída. Lembrese que você pode colocar efeitos antes e depois do
Pathfinder (entre o instrumento e a entrada, e entre a
saída e o amp.).
8. Normalmente, todos os pedais das linhas permanecem
ligados, mas não se esqueça que você também
pode acioná-los individualmente. É como mudar um
programa em plena execução
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