sábado, 29 de outubro de 2011

LS1 – PathFinder


Introdução
A NIG tem muito orgulho em apresentar o LS1 – PathFinder, 
uma solução sofisticada e criativa no controle de linhas 
de pedais. No PathFinder, tecnologia e simplicidade se 
encontram, sendo um pedal com muitos recursos e ao 
mesmo tempo fácil de usar. No entanto, vários “macetes” 
úteis não são óbvios, por isso recomendamos atenção 
especial a este manual.
Com o PathFinder, a NIG oferece uma solução poderosa 
e compacta para trazer a versatilidade operacional das 
pedaleiras digitais para o mundo dos pedais tradicionais, 
sem abrir mão da qualidade consagrada destes últimos.
Para montar um set-up de vários efeitos pode-se ligar 
alguns pedais tradicionais em série ou usar uma única 
pedaleira digital, onde os diversos efeitos são sintetizados 
com técnicas de processamento de sinais. 
Músicos avançados costumam conhecer muito bem cada 
efeito, e ter os seus preferidos devidamente selecionados 
entre os milhares de pedais tradicionais disponíveis. 
Portanto, para que o setup tenha máxima personalidade, 
profissionais preferem montá-lo da primeira forma, ou 
seja, tendo diversos pedais individuais cuidadosamente 
escolhidos e ajustados. Dificilmente uma pedaleira digital 
ofereceria uma solução melhor em termos de qualidade.
No entanto, ao usar vários pedais no lugar de uma 
pedaleira digital perde-se em versatilidade: para trocar 
efeitos é preciso desligar um pedal e depois ligar o 
outro, causando um atraso inevitável. Quando deseja-se 
trocar vários efeitos ao mesmo tempo (exemplo: desligar 
overdrive com delay e ligar chorus com reverb), a 
situação se complica ainda mais. Numa pedaleira digital 
bastaria fazer dois programas e trocar de um para o outro 
instantaneamente.
O PathFinder permite que o músico distribua seus pedais 
tradicionais em até quatro linhas, e controle quais delas 
devem atuar num dado momento. As combinações 
dessas linhas são armazenadas nos 9 bancos disponíveis, 
equivalendo à programas numa pedaleira digital. Com o 
PathFinder o usuário pode criar e alternar programas 
facilmente, porém cada efeito vem de um pedal 
tradicional. Une-se portanto o melhor dos dois mundos: a 
versatilidade do digital com a personalidade e qualidade 
do tradicional.
Note que o PathFinder tem um controlador digital que 
funciona como seu “cérebro”. No entanto, isso não 
tem nada a ver com o sinal. O controlador apenas 
comanda chaveamentos internos. Do ponto de vista do 
sinal, o PathFinder é 100% analógico, não havendo 
conversões, efeitos de amostragem, etc.
Agora vamos a algumas definições e exemplos:
Linhas A, B, C e D
Cada linha representa um caminho por onde o sinal vai 
ou não passar, conforme a programação do PathFinder. 

Pode-se colocar desde um único efeito em cada linha até 
um número arbitrário, como o usuário desejar. 
Saídas e retornos das linhas
O sinal da linha A, por exemplo, sai pelo jack denominado 
S.A (“saída para A”), passa pelos efeitos dessa linha e 
retorna ao PathFinder pelo jack R.A (“retorno de A”). 
Analogamente para as linhas B, C e D, sendo portanto 8 
jacks (4 saídas e 4 retornos).
Bancos de programas e Leds A, B, C e D
O PathFinder possui 9 bancos. O display indica o número 
do banco atualmente selecionado. Os leds representam 
a programação desse banco, mostrando quais linhas 
devem atuar quando o pedal estiver “ligado”.
Pedal “ligado” e “desligado”
“Pedal ligado” quer dizer que o led “on” está aceso, e o 
sinal passará pelas linhas que tiverem seus respectivos 
leds acesos. “Pedal desligado” quer dizer que o led “on” 
está apagado, e o sinal passará da entrada para a saída 
ignorando todas as linhas.
Dois modos de operação
Por conveniência, o PathFinder oferece dois modos 
de navegar pelos programas.  Para alternar entre esse 
modos, basta pressionar o botão “U/D”.
Modo “normal” 
Nesse modo o pedal da direita (P2) trabalha como “on/
off” (liga/desliga as linhas, conforme definição acima). Já 
o pedal da esquerda (P1) opera como “next”, ou seja, ao 
ser pressionado pula para o próximo programa. 
Modo “up/down” (para cima e para baixo)
Este modo é indicado pelo led “U/D” (amarelo) aceso. O 
pedal da esquerda (P1) assume a função “down” (desce 
para o programa anterior) e o pedal da direita (P2) assume 
a função “up” (sobe para o próximo programa).
Para ligar ou desligar as linhas no modo up/down deve-se 
pressionar P1 e P2 juntos. Apesar disso não parecer fácil 
ou cômodo a primeira vista, a NIG adotou uma abordagem 
interessante para processar o acionamento dos pedais, 
e o músico notará que o PathFinder é pouco sensível a 
erros do tipo “mudar de programa quando desejava ligar 
ou desligar”, além de ter uma resposta muito rápida e 
segura às pisadas em geral.
Usando pela primeira vez
Ao ligar o PathFinder pela primeira vez, ele terá as 
seguintes configurações de fábrica:
- modo normal
- apenas 4 programas habilitados (veremos adiante 
como habilitar até 9 programas)
- os programas são os seguintes:•  O pedal da direita (P2) faz o registro final dos dados na 
memória e sai do modo de programação. Só precisa 
ser acionado depois que todos os programas estiverem 
feitos.
Passo 2: criando nosso programa
• Se não o fez ainda, pressione PROG para entrar no 
modo de programação.
• Pressione “next” até estar no banco desejado (número 3).
• Desejamos ter overdrive + delay, ou seja, linhas A e 
D ativas. Pressione os botões B1 a B4 de modo ficar 
apenas com os leds A e D acesos.
• O programa do banco 3 está pronto! Note que não é 
preciso salvá-lo: basta pressionar “next”, e vamos criar 
o próximo programa (4).
• Com o display mostrando 4, pressione os botões B1 a 
B4 de modo ter as linhas C e D ativas. Também está 
pronto! Você pode sair do modo de programação ou 
criar outros programas da mesma maneira.
•  Pressione o pedal da direita (P2) para sair do modo de 
programação.
Dicas de uso
1.   Além da programação dos 9 bancos, o PathFinder 
guarda detalhes como último modo usado (normal ou 
up/down) e o máximo número de bancos. Assim, você 
não tem que refazer essas configurações toda vez que 
usar o pedal.
2.  Use o modo normal quando estiver trabalhando com 
poucos bancos. Use o modo up/down para trabalhar 
com vários.
3. Não se esqueça que pode ir do primeiro programa para 
o último e vice-versa numa só pisada, “descendo” ou 
“subindo”, respectivamente.
4. Crie um programa nulo, ou seja, um banco onde todas 
as linhas ficam desligadas. Isso tem o mesmo efeito 
do bypass (“pedal off”), e é muito conveniente se 
você não quiser pisar dois pedais ao mesmo tempo no 
modo up/down.
5. Deixe o pedal ligado (“on”) antes de entrar no modo 
de programação. Além de permitir ouvir os resultados 
conforme se faz o programa, isso pode ser útil para 
identificar problemas em alguma linha.
6. Alguns pedais, quando ligados em série, prejudicam a 
qualidade do som. Procure isolar pedais que tenham 
esse problema em linhas menos usadas. O sinal 
desviará deles, e a interferência estará resolvida. 
Em algumas situações, a interferência vem pela 
rede elétrica e, nesse caso, o PathFinder não poderá 
ajudar.
7. No nosso exemplo o instrumento foi ligado diretamente 
à entrada, e o amplificador foi ligado à saída. Lembrese que você pode colocar efeitos antes e depois do 
Pathfinder (entre o instrumento e a entrada, e entre a 
saída e o amp.).
8. Normalmente, todos os pedais das linhas permanecem
ligados, mas não se esqueça que você também
pode acioná-los individualmente. É como mudar um
programa em plena execução


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